CONTEXTO E IMPORTÂNCIA DOS GATOS NO CONVÍVIO SOCIAL
Uma pesquisa recente publicada em março de 2024 pela Autora Alicia Garcia-Falgueras, sugere que a personalidade inerente aos gatos contribui significativamente para a redução do estresse em seus tutores/responsáveis, traçando um aperfeiçoamento na qualidade de vida em um ritmo acelerado.
Os resultados desta pesquisa traça a relação simbiótica entre humanos e gatos, relação esta que se estende por milênios, é caracterizada por uma complexa interação de benefícios psicológicos e fisiológicos mútuos, configurando um vínculo afetivo mais dependente e pautada na confiabilidade, além disso de acordo com o artigo “Convivência com animais de estimação: um estudo fenomenológico” por Santos e Giumelli 2016, define um conceito chamado de “interação genuína” com o outro, essa interação interliga uma conexão emotiva e sentimental que é ativada a partir do momento em que os bichanos são inseridos como membros da família, isso ressalta que “As vidas de humanos e gatos são sincronizadas de forma autônoma , o que significa que suas vidas se cruzam e se complementam nas rotinas diárias, padrões de comportamento ou bem-estar emocional, mas com limites claros de tempo, espaço e respeito mútuos”, explica a Dr. Alicia Garcia-Falgueras.
A domesticação dos felídeos trouxe uma evolução destes animais para uma comodidade, extinguindo-se boa parte de sua natureza selvagem que embora seu temperamento individual, características intelectuais e de personalidades sejam nulas diante de seus ancestrais, entretanto, as características que ainda permanecem é a capacidade de sobrevivência, independência e adaptação sendo, portanto, elementos fundamentais para a manutenção da simbiose com o ser humano. Esta domesticação se consolidou por volta de 7.500 anos a.C., no Crescente Fértil, região pertencente ao Oriente Médio. Desde então, estes bichanos têm coabitado com humanos, compartilhando suas vidas e influenciado sutilmente aspectos familiar do homem. Desde a antiguidade, a coexistência com felinos tem sido documentada, revelando que os gatos se tornaram companheiros ubíquos em lares ao redor do mundo.
Essa independência felina, divide opiniões de tutores tanto, felinos como, caninos ou até mesmo diante daqueles que partilham das duas criaturas, o que permite observar as preferências de cada grupo familiar diante da interação social de convivência. A espécie canina e felina difere entre suas personalidades pois, a dos cães em que a conexão canina com seus responsável/tutores é frequentemente marcada por uma dependência prestativa, a função terapêutica em determinadas patologias é mais eficiente, já que é necessário uma fração de tempo superior ao cão. Dada esta comparação e diante dos dados de Garcia, o homem moderno elenca vantagens ao escolher os felídeos como parte de seu convívio social pois, este atributo já mencionado anteriormente de autonomia felina se alinha perfeitamente com os estilos de vida contemporâneos que exigem flexibilidade e menos demanda contactual, diferente da conexão com os caninos, que é frequentemente marcada por rotinas rígidas.
Além dos efeitos comprobatórios terapêuticos, aspectos psicológicos são resgatados através de uma simples troca de olhar com o animal doméstico, seja com o cachorro ou gato. Estes atos podem ser respaldados pela psicologia e a medicina neurológica a uma possibilidade de proporcionar aos neurotransmissores uma significativa regeneração mas, a ligação simbiótica entre humanos e gatos também pode ser interpretada através de uma ótica que atravessa toda a Ciência biológica e seus aspectos correlacionais.


OS EFEITOS DA SABEDORIA SILENCIOSA DOS GATOS: Terapia que a Ciência da saúde não aprova
A relação de amor entre o animal doméstico e seu dono/tutor, é tão forte que produz valores e virtudes que são perpassados de modo “silencioso”(necessidades humanitárias em tempos contemporâneos) como, paz e temperança que se apresentam por sua vez, com seu ronronar, produzindo o hormônio cortisol, que diminui o estresse, promove uma sensação de calma tanto para o animal quanto para seu cuidador e enquanto acalma regulariza a pressão arterial; a humildade e a longanimidade são valores estimável para o evangelho, que são vistos na postura observadora do gato, aguardando pacientemente o momento certo para agir; a caridade se manifesta quando o felino oferece seu conforto e presença silenciosa, combatendo a solidão e até mesmo a depressão, o afeto e a gentileza são demonstrados por sua capacidade de oferecer companhia discreta e conforto e por fim a prudência é evidente em sua meticulosa avaliação de novos ambientes e situações, calculando seus próximos passos com uma sabedoria inata. Todas essas virtudes e valores são ensinadas através da observância comportamental felina, mesmo que imperceptível, transcende a mera atuação cotidiana, revelando que na simplicidade de suas ações, reside uma profunda lição sobre o viver alinhado aos princípios cristãos.
O ronronar descrito no penúltimo parágrafo, foi analisado em um estudo por uma equipe internacional liderada pelo cientista da voz Christian Herbst, que investigou a fisiologia por trás desse som grave emitido pelas cordas vocais dos gatos domésticos. Eles descobriram que a vibração das cordas vocais felinas ocorre sem a necessidade de impulsos neurais contínuos do cérebro, diferenciando-se de outros mecanismos de vocalização animal, levando a pesquisa as probabilidades de novos insights sobre a bioacústica felina e seu bem-estar.
A sabedoria desta estimada espécie portanto, reside em sua habilidade de viver plenamente o presente, tendo um propósito a alcançar independente das circunstâncias que se mostrarem pelo caminho sendo que, a medida que a interação entre gato e tutor se aprofunda, a sabedoria silenciosa dos felinos emerge como uma fonte de valiosas lições para o bem-estar e o desenvolvimento de virtudes humanas, como também, aprender com o pet lições de moralidade cristã.



