
Nosso dia a dia é cheio de desafios, e quando algo surge do nada, a vida parece pesar uma tonelada. Fragilizamos diante de dúvidas e inseguranças. É nessas horas que, muitas vezes, o pensamento simples some, o corpo sente e a tristeza toma conta. A ansiedade ataca, e, pra completar, a depressão, às vezes, dá as caras.
É nesse ponto que a Biblioterapia pode ajudar, usando a leitura como um tratamento terapêutico. Não é uma fórmula mágica, não substitui terapias médicas ou psicológicas, mas complementa o tratamento.
A leitura, acredite, pode virar o jogo! Ao ler, encontramos o reconhecimento, percebemos que o personagem sente o que nós sentimos, a história fala, de algum modo, sobre nós.
Um livro na hora certa pode ir além do entretenimento. Romances, fantasia, poesia, teatro, filosofia, ética, religião, arte, história, livros científicos, tudo pode fazer parte da terapia.
A ideia é mostrar ao leitor, que existem várias saídas para os seus desafios, assim ajudando-o a comparar os sentimentos dos outros e a pensar no que é realmente “estar vivo”.
E, é fundamental que bibliotecários e psicólogos colaborem na Biblioterapia. O bibliotecário conhece o leitor, seus interesses e precisões; o psicólogo traz suporte emocional e técnico, interpretando as reações causadas pela leitura. Essa junção ajuda a entender o leitor bem melhor. Afinal, recomendar um livro é, de certa forma, estender a mão.
No fim das contas, a leitura até pode ser um ato silencioso, mas ressoa lá dentro. E talvez, por trás de cada página virada, exista alguém se curando.
Porque sim: ler não só transforma, como salva vidas.



