
fonte: Pexels / Alena Darmel
No Brasil 70% da população tem o hábito de jogar videogames, esse dado foi apresentado na Pesquisa Game Brasil 2024, desenvolvida pelo Sioux Group e Go Gamers. Os jogos além de serem considerados uma atividade de lazer também virou uma forma de obter dinheiro, virou uma profissão com alta rentabilidade para aqueles que tem sucessso na área.
As mulheres lutam constante contra o machismo no dia a dia, mas no mundo dos games isso é pior e cada vez mais recorrente. Alguns homens estão sempre colocando mulheres como inferiores, por acharem que mulheres devem assumir somente papéis domésticos ou atividades consideradas mais “femininas” e no mundo dos games isso não é diferente.
A comunidade de jogos como Valorant, CSGO, Overwatch, League of Legends e entre outros, muitas vezes se torna hostil e machista. Isso acontece porque muitos ainda acreditam que jogos é um “território masculino”, onde mulheres não teriam habilidade ou espaço para competir de igual para igual. Comentários ofensivos, assédio verbal e atitudes discriminatórias acabam afastando jogadoras e criando um ambiente tóxico de difícil convivência. O anonimato da internet também contribui para esses comportamentos, pois muitos homens se sentem à vontade para agir de forma agressiva sem enfrentar as consequências reais.

Daiki
Natália Vilela ou “daiki”, tem apenas 19 anos e já é uma famosa jogadora de valorant conhecida no mundo. Ela entrou no mundo dos games por influência dos irmãos. Daiki faz parte da Team Liquid, que é uma org profissional de esportes eletrônicos.
Apesar de toda essas dificuldades, muitas mulheres continuam lutando por seu espaço e mostrando que podem ocupar o espaço que quiserem, inclusive no mundo dos games. Times femininos, streamers e influenciadoras têm ganhado destaque e ajudado a quebrar esses estereótipós, mostrando que habilidade e talento não têm gênero. Mais mulheres também tem ocupado a área de desenvolvimento nos games, seja na parte de design, produção audiovisual ou até como CEO de empresas e organizações.
Ainda há um longo caminho pela frente, mas cada passo em direção ao respeito e à igualdade faz diferença. O combate ao machismo nos games e no dia a dia não deve ser apenas responsabilidade das mulheres, mas de toda a comunidade e sociedade. Promover um ambiente mais saudável e inclusivo é essencial para que todos possam aproveitar o melhor que os jogos têm a oferecer.
Roberta Coelho
Roberta Coelho é CEO da MIBR que é uma organização brasileira de esportes eletrônicos. A MIBR é uma equipe campeã mundial de Counter-Strike.

- Mulheres no Jogo, Alvo de Ódio - 14/10/2025



